terça-feira, 15 de novembro de 2011

Plano de Ação do IMI FLAVIO LENZI

ATPV 5 – Plano de Ação -
DIAGNÓSTICO
OBJETIVOS GERAIS
METAS – OBJETIVOS ESPECÍFICOS
AÇÕES MÉTODOS/DURAÇÃO
CUSTO
RESPONSÁVEIS
ITENS PARA AVALIAÇÃO
O eixo de artes visuais precisa ser estimulado.
Contribuir para tornar as propostas existentes na Unidade Escolar mais coerentes com os conteúdos e as expectativas definidas no quadro curricular na modalidade de desenho.
Analisar os planejamentos;
Reorganizar as atividades;
Propor novas estratégias de trabalho;
Oferecer apoio e subsídio para elaboração dos planejamentos.
Acompanhar atividades em sala-de-aula;
Adquirir material para diversificar as propostas de atividades;

R$00,00
Orientadora Pedagógica
Professoras
Diretora
Acompanhar atividades em sala-de-aula;
Apresentar relatórios sobre a participação dos alunos nas atividades;
Qualificar a proposta no eixo Movimento, organizando as turmas com atividades direcionadas, circuitos para berçários e infantil, pois agora temos um espaço apropriado (solário e pátio) para realização das propostas.
. Oferecer um ambiente desafiador, lúdico, que desperte o interesse das crianças, possibilitando o desenvolvimento das funções corporais e expressivas das mesmas.
Formar  time de meta composto por professores, estagiários e ADIs

Elaboração e entrega da carta convite para o time de meta;
Elencar ações a serem desenvolvidas pelo time de meta;

R$ 20,00
Orientadora Pedagógica e Diretora
Os profissionais convidados aceitaram bem as funções dentro do time de meta?
O trabalho do time de meta está sendo bem desenvolvido?
Verificar os resultados das reuniões do time de meta.
Fazer um levantamento de materiais para o desenvolvimento das atividades no momento do Parque com Interferência e do eixo Movimento.
Adquirir materiais para o desenvolvimento das atividades.
Listagem dos materiais para serem adquiridos e dos  materiais a serem confeccionados.
Listar materiais para serem adquiridos e materiais a serem confeccionados para colocar em ação as propostas para esse eixo;
R$ 300,00
(Aquisição de material)
Diretora, Orientadora Pedagógica e time de meta
Verificar o apoio e envolvimento do time de meta;
Verificar se o material solicitado atendeu as necessidades do projeto;
Os pais não comparecem à escola. O Conselho Escolar/AAE ainda é pouco atuante
Realizar atividades na escola que estimulem a participação da comunidade, estreitando a relação família/escola.
Realizar reuniões com todos os pais tratando dos problemas da escola e da importância da participação dos mesmos na vida escolar dos filhos.
Organizar reuniões e eventos com estratégias diferenciadas, num horário que possibilite a participação dos pais.
R$ 100,00
(divulgação das reuniões e eventos)
Toda a equipe-escola
Ocorreu uma melhora na participação dos pais no cotidiano escolar?
Elevou-se o interesse dos pais pela escola?
A família não tem dado a devida atenção ao empréstimo de livros feito pela escola, pois não tem a visão de que o livro é o meio de contato do aluno com a escrita e a leitura, orientando-o no seu uso
Compartilhar o objetivo do trabalho com as famílias;
Mostrar a importância da leitura;
Organizar espaço para empréstimo e leitura para comunidade;
Garantir o acesso ao acervo de livros.
Envolvê-los no processo.
Valorizar a leitura;
Incentivar a leitura;
Despertar o gosto e o prazer pela leitura;

Apresentação de teatro fantoches e atores;
Montar murais “Dicas e Sugestões de Leitura par Crianças e Adultos”;
Montar um espaço próprio com prateleiras com livros, revistas, jornais para leitura e empréstimo da comunidade;
Elaborar cronograma de atendimento na biblioteca;
Combinar rodízio de estagiárias, funcionários e ADIs;
Montar pastas com textos informativos, reflexivos, artigos, etc. para empréstimo aos pais;
Organizar: “Tarde de histórias na Creche”, com educadoras, pais, avós e comunidade.
R$ 200,00
(Aquisição de acervo literário)
Toda a equipe-escola
Verificar se os objetivos estão sendo atingidos;
Foi possível verificar mudanças no comportamento e interesse da família nesse projeto?


terça-feira, 20 de setembro de 2011

DIAGNÓSTICO DO IMI FLAVIO LENZI

O Instituto Materno Infantil Flavio Lenzi localiza-se na região Leste da cidade de São José dos Campos, com toda infra-estrutura que um bairro precisa: Hospital Municipal, Pronto Socorro, Unidade Básica de Saúde, escolas de Ensino Fundamental, tanto municipal quanto estadual e escolas de Ensino Médio.
A comunidade pode contar ainda com quadra de esportes, pista de skate e um parquinho para lazer de seus filhos. Também contam com supermercados, farmácias e bancos, onde podem realizar serviços básicos que toda família necessita.
As famílias, em sua maioria, moram em casas alugadas e são compostas por três a cinco pessoas, apresentando o Ensino Fundamental completo como nível de escolaridade. São trabalhadores do comércio, autônomos e em grande parte, empregadas domésticas. A comunidade atendida possui TV e rádio e uma parcela é leitora de jornais e revistas. Os passeios mais comuns são casas de familiares, parques e shopping. A comunidade conta com uma ONG que oferece cursos e atividades culturais, como: capoeira, dança de rua e outros.
A Unidade Escolar tem capacidade para atender 135 alunos na faixa etária de 0 a 5 anos em período integral, com possibilidade de atendimento aos alunos com necessidades especiais. Temos quatro salas de infantil e três de berçário. O prédio em que funciona nossa creche acabou de ser reformado, mas nem todos os problemas foram sanados. Há ainda algumas pendências a serem resolvidas. Temos sete salas de aula, uma sala de multimeios, uma sala de professores com banheiro, uma sala de assistência social, cozinha, secretaria, sala de direção, almoxarifado de limpeza e pedagógico, três banheiros femininos e três masculinos para as crianças, quatro banheiros para a comunidade, lavanderia, vestiário e refeitório para os funcionários. Contamos com um amplo espaço aberto onde se localiza o parquinho. Temos ainda um outro espaço coberto onde é possível realizar atividades na área externa em dias de chuva. Também contamos com um pequeno arquivo.
Nossos alunos demonstram preferência por brincadeiras de faz-de-conta, como: casinha, super-herói, fantasias; e brinquedos como carrinhos, bonecas e bolas. Em casa costumam brincar nas praças, no quintal e em casas de parentes.
O número de alunos desistentes ou transferidos é muito baixo, pois é muito difícil conseguir uma vaga e quem consegue acaba preservando. Temos uma lista de espera por vagas nos berçários muito extensa e não possuímos condições físicas de atender a todos. Berçário I temos 86 crianças aguardando vaga ( só conseguimos atender 14 crianças), no berçário II 76 crianças (conseguimos atender 16 crianças) e no berçário III 89 crianças ( somente 18 são atendidas). Para que as crianças possam ser incluídas nessa lista de classificação é necessário que os pais façam a inscrição das mesmas. O critério para concessão de vagas é a renda per capita da família. São classificados em primeiro as famílias que possuem a menor renda e cuja mãe esteja trabalhando.
O quadro de funcionários da Unidade Escolar é composto por uma diretora, uma orientadora pedagógica (cargos comissionados), uma assistente social, sete professoras, doze Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (concursados/efetivos), sendo duas readaptadas, oito estagiárias, sendo uma administrativa, duas Auxiliares de Serviços Gerais (concursadas/efetivas), sendo uma readaptada, cinco bolsistas (funcionários admitidos por um programa municipal denominado Bolsa-auxílio Qualidade, onde eles prestam serviços em alguns departamentos e duas vezes na semana freqüentam um curso de qualificação profissional), sendo dois administrativos, três cozinheiras (serviço terceirizado). Desses, 40% dos docentes são Pós-graduados. Das ADIs, 30% possuem curso Universitário e 70% dos demais funcionários possuem Ensino Fundamental. Ainda não temos secretária, porteiro, vigia e o número de pessoal responsável pela limpeza da Unidade Escolar está bem abaixo do necessário. O trabalho de secretaria fica sob responsabilidade do diretor, o que acaba sobrecarregando o mesmo, que por conseqüência deixa alguns aspectos importantes da gestão por fazer ou inacabados.
As ações desenvolvidas nos últimos anos foram satisfatórias, pois conseguimos atingir a maioria das metas elencadas. O trabalho em equipe entre os segmentos da U.E. e dos profissionais da SME contribuiu para que os avanços acontecessem nesses anos. Durante os anos de 2007 a 2009 as metas estavam relacionadas a reforma do prédio que iniciou-se em 2010. Em 2008 aconteceu uma pequena adaptação do prédio e ampliação do refeitório, contribuindo para melhora no atendimento das crianças. Durante o ano de 2010 fizemos a mudança dos berçários para um sobrado adaptado, o que causou algumas dificuldades pedagógicas e administrativas. As mesmas já foram sanadas, pois a reforma já foi concluída e os berçários já estão de volta à sede da creche. As metas de curto e médio prazo relacionadas a aquisição de materiais pedagógicos e de manutenção foram adquiridos através das contribuições voluntárias, eventos e SME.
Reavaliamos algumas metas não atingidas, como aquisição de tatames, DVDs e CDs e triciclos, e constatamos que com o término da reforma esses materiais seriam fornecidos pela SME e adquiridos pelos recursos próprios da U.E.. Pela necessidade da renovação constante de materiais como jogos, livros, brinquedos e materiais para desenvolver os projetos, continuaremos mobilizando a equipe-escola e AAE para captação de recursos.
Através dos diversos projetos trabalhados no decorrer destes quatro anos procuramos qualificar o atendimento aos alunos desta U.E., visando desenvolver e ampliar a autonomia, a aprendizagem nos diversos eixos de conhecimentos, através da parceria com os pais e comunidade para uma educação de qualidade.
Os professores estão em constante reciclagem, proporcionando mudanças significativas nas práticas de sala de aula, refletindo assim nas produções dos alunos e na organização do tempo didático.
Nossos alunos ficam em período integral na creche e para melhor atender os alunos no período contrário de aula, organizamos oficinas de artes visuais, histórias e jogos com o objetivo de incentivar e desenvolver a criatividade, imaginação, o raciocínio e atenção de maneira lúdica que muito agradou tanto as crianças como as ADIs, que se empenharam na organização, variedade de materiais e técnicas utilizadas nas mesmas.
Com essa experiência positiva, implantamos nos berçários circuitos de movimento e oficina de arte (pintura, exploração) duas vezes na semana com o objetivo de proporcionarmos a ampliação dos movimentos e exploração de materiais de acordo com as possibilidades dessa faixa etária. Quanto ao eixo Movimento e Parque com Intervenção formamos um time de metas para melhorar e intensificar as proposta para qualificar o trabalho nos mesmos.
Procuramos sempre organizar o acolhimento e o período de adaptação através de reuniões para avaliarmos e planejarmos ações juntamente com os professores e ADIs qualificando nossas propostas para um melhor atendimento, englobando o grupo escola, as famílias e as crianças. Quanto ao programa Comunidade Leitora, nestes anos, houve um investimento no acervo de empréstimo para comunidade e adequação do ambiente para leitura e empréstimo das crianças, tendo uma melhora no interesse pela leitura. Buscamos neste ano a parceria com as famílias objetivando ampliar os laços de compromisso com o programa, compreendendo a importância do livro como meio de contato do aluno com a escrita e leitura.
No decorrer desses anos várias estratégias foram utilizadas para o desenvolvimento do grupo de pais, o planejamento e a execução foram realizados em conjunto com a Assistente Social sendo que os temas selecionados foram abordados pelas mesmas na U.E. Convidamos também um Conselheiro Tutelar para falar sobre assuntos específicos sobre o ECA, sugeridos durante os grupos de formação das ADIs e professores.
Dando continuidade ao trabalho com o grupo de pais buscamos parceria com as UBS do bairro e com a URL (Unidade de Reabilitação Leste) para realização de palestras com especialistas, envolvendo os profissionais da U.E. com os temas a serem abordados.
Procuramos realizar avaliações com os professores, funcionários e pais, que nos permitem aprimorar a prática e rever estratégias buscando uma melhoria no atendimento e na qualidade da educação na U.E. também sempre realizamos reuniões com os profissionais dos setores, para que juntos possamos afinar os objetivos e trabalhar para uma melhor qualidade da educação que oferecemos. Essas avaliações e reuniões nos permitem qualificar e nortear nossas ações, visualizando melhor nossos objetivos, para que possamos atuar de maneira mais significativa e eficiente.
Os pais da Associação Amigos da Escola/Conselho de Escola não são muito ativos em nossa U.E, limitando sua participação às reuniões, assim mesmo em número bem reduzido. Estamos em constante busca de melhora nesse aspecto, incentivando a participação efetiva dos mesmos, marcando reuniões com antecedência, envolvendo-os nos assuntos e eventos realizados na U.E.

domingo, 3 de julho de 2011

O que é Avaliação Institucional - por Pablo Santos

Entende-se por Avaliação Institucional , aquela em que o processo de avaliação é inserida em escolas públicas e privadas para avaliar , estas instituições com o objetivo de melhorar a qualidade de ensino. A educação brasileira não dispunha de uma metodologia que nos permitisse avaliar , de forma sistemática , a qualidade das ações dos educadores e da escola. ( Falcãop.313) Nos últimos anos instituições educacionais públicas e privadas lançaram-se de uma busca de métodos e técnicas que as ajudassem a melhorar a qualidade da educação brasileira em todos os níveis e modalidades. Foram criadas diversas instâncias de avaliação da educação , abrangendo diversos níveis de ensino , entre elas estão : SAEB – Sistema de avaliação da Educação Básica , tem por objetivo a definição de prioridades e a melhoria da qualidade de ensino , fornecendo informações sobre a qualidade, a eqüidade , e a eficiência da educação nacional , de forma a permitir o monitoramento das políticas brasileiras . Temos também o ENEM ( Exame Nacional do Ensino Médio ) é um exame anual destinados aos alunos em vias de concluir ou que já tenham concluído o ensino médio. O artigo9º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece que compete a União autorizar , reconhecer , credenciar , supervisionar e avaliar os cursos das instituições de educação superior. O Exame Nacional de Cursos , também conhecido como Provão , é um dos componentes da avaliação dos cursos superiores de graduação . O Provão é um exame obrigatório para os estudantes de ensino superior que estejam cursando o último ano letivo. Não existe apenas uma única metodologia capaz de medir e garantir a qualidade de ensino da aprendizagem e da gestão possível de ser utilizada em qualquer tipo de escola. Ao analisar o processo de mudança deve-se estudar como se pretende investigar o que caracteriza um processo de avaliação institucional na espectativa de que permita a reformulação de princípios administrativos / pedagógicos e que produza mecanismos para a efetivação de uma avaliação democrática . Segundo Edsom Machado de Souza , avaliar significa comparar , contrastar uma situação real com algum paradigma , ideal , utópico ou também real mas que se verifique em outro contexto. Sempre será necessário ter algum padrão de referência - o paradigma- em relação ao qual o sujeito da avaliação será comparado . Para que se tenha uma formulação ou implementação de políticas públicas é necessário que se siga os seguintes passos :a) Avaliação de diagnóstico ( contínua e permanente – identificação da necessidade de mudança );b) Formulação de objetivos e metas ;c) Decisão política;d) Reformulação. Segundo Robert Lassance, a avaliação institucional torna-se valiosa , quando compreendida como dimensão do processo de desenvolvimento de uma universidade comprometida com a sociedade . O Decreto de nº 25956 de 7 de Janeiro de 2000 , decreta que foram criadas 29 Coordenadoria Regionais de Educação cuja uma das atribuições é o de orientar , coordenar, acompanhar e avaliar as ações das unidades escolares da área de sua abrangência . Essa coordenadoria terá uma equipe de acompanhamento e avaliação , onde , a mesma será multifuncional , compete a essas equipes , orientar , acompanhar e avaliar as ações das unidades escolares , observar o cumprimento das determinações da legislação vigente , registrar a situação física dos prédios escolares , supervisionar a distribuição de merenda nas unidades escolares , coletar dados para efetivação das matrículas na rede estadual. Dentro da avaliação institucional podem observar questões múltiplas como de estrutura, organização e funcionamento, e espectativas , mas sobretudo , a construção do conhecimento . A finalidade da avaliação institucional é perseguir um ensino cada vez melhor que traduza , com clareza , seus compromissos com a sociedade brasileira . A escola é um lugar de concepção , realização e avaliação de seu projeto educativo , uma vez que necessita organizarseu trabalho pedagógico com base em seus alunos . O projeto é construído e vivenciado em todos os momentos , por todos os envolvidos com a comunidade escolar . Todo projeto pedagógico da escola é , também um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico , com os interesses reais e coletivos da população majoritária . A avaliação está inserida no PPP e desempenha o papel importantíssimo de possibilitar a construção da autonomia do sujeito e da instituição escolar, produzindo mudanças melhorando a qualidade da educação como um todo. Para realizar um ensino de qualidade e lutar por sua autonomia , as escolas tem que romper com a atual forma de organização burocrática que regula o trabalho pedagógico. A escola e as ações de seus profissionais serão de qualidade , quando puderem ser consideradas , ao mesmo tempo , efetivas , relevantes , eficientes e eficazes. A Avaliação Institucional não pode se transformar em um transtorno para a instituição,sugadores de recursos , dispendiosa e pesada . Cabe aos especialistas em avaliação , em parceria com os profissionais envolvidos , planejar e executar juntos o processo de avaliação.

Gestão Escolar - por Luciana Paula de Oliveira

CONCEITO DE GESTÃO ESCOLAR

É interessante verificar como o conceito evoluiu com o a passar dos anos do que seria gestão escolar e permitir pensar em gestão no sentindo de gerir uma instituição escolar, desenvolvendo estratégias no cotidiano com a finalidade de uma democratização da gestão educacional.

Conforme apontado por Lück (2000, p. 11), gestão escolar:
[...] constitui uma dimensão e um enfoque de atuação que objetiva promover a organização, a mobilização e a articulação de todas as condições materiais e humanas necessárias para garantir o avanço dos processos socioeducacionais dos estabelecimentos de ensino orientadas para a promoção efetiva da aprendizagem pelos alunos, de modo a torná-los capazes de enfrentar adequadamente os desafios da sociedade globalizada e da economia centrada no conhecimento.

Menezes e Santos (2002) definem a Gestão Escolar como a expressão relacionada à atuação que objetiva promover a organização, a mobilização e a articulação de todas as condições materiais e humanas necessárias para garantir o avanço dos processos socioeducacionais dos estabelecimentos de ensino orientados para a promoção efetiva da aprendizagem pelos alunos.

Nos dias de hoje podemos ver o perfil do gestor da atualidade, ter a necessidade de repensar alguns fundamentos na educação, e de como iniciar conceitos sobre a educação, quebrando novos paradigmas, como relação à interdisciplinaridade, pedagogia de projetos, temas geradores de pesquisa em sala de aula, uma construção do conhecimento e habilidades.

Práticas que vem abrindo caminhos para uma reflexão. Segundo W. E. Deming, administração e liderança não são necessariamente a mesma coisa. Os lideres podem ser quaisquer empregados, de qualquer nível, que tenham uma visão (ou atendam a visão da organização) e possam liderar os outros. É necessário, numa escola, “embutir” nos docentes o 1º axioma de W. E. Deming, ou seja, que eles devem se transformar em líderes dentro da sala de aula.

Referindo-se as práticas adotadas há anos passados, podemos diferenciar com a da atualidade. Perrenoud (1999 apud HENGEMÜHLE 2004, p. 185). Afirma que o debate atual só é possível porque, há um século, os defensores da Escola Nova e das pedagogias ativas questionam as relações entre os conhecimentos e as praticas sociais, o sentindo do trabalho escolar a ausência de projeto.

Quanto mais perto chegamos à contemporaneidade que se revela através da construção do conhecimento, podemos observar a gestão escolar que o CEA oferece é a descoberta individual e não determina o que o aluno tem que fazer, e sim usando instrumento de raciocínio aplicando as verificações de aprendizagem onde os mesmo reflitam para dar a resposta.
[...] As novas idéias colocadas pela abordagem social-interacionista sugerem que o aprendiz é a parte de um grupo social e deve ter iniciativa para questionar, descobrir e compreender o mundo a partir de interações com os demais elementos do contexto histórico no qual está inserido (NEVES et. al, 2000).

Com o objetivo de conhecer a melhor forma de gerir uma instituição, a reforma educacional proposta pelo CEA requer alguns instrumentos para uma gestão com sucesso. O plano educacional de trabalho é formado com os docentes e a coordenação pedagógica onde planejam em conjunto as práticas educativas.

De acordo com Hengemühle (2004, p. 194) a coordenação pedagógica precisa acompanhar as práticas do docente não como “surpevisora”, mas como orientadora. Nesse sentido, seu perfil também é de liderança, consoante com as tendências pedagógicas contemporâneas, para contribuir com subsidio nas práticas do corpo docente.

Assim podemos observar que a orientação educacional não pode perder o foco que é uma busca de fatores que reflete a gestão escolar, através da coordenação pedagógica, com professores ou com a família, tais fatores podendo ser pessoal ou pedagógico.

Mas há uma preocupação no acompanhamento dessa evolução como diz Mezomo (1994, p.62);
“Infelizmente a invenção da nova escola nem sempre ocorre, porque a sua necessidade não é acompanhada da visão e correspondente capacidade dos gestores, que assumem o risco da mudança e preferem manter a mesma estrutura, os mesmos currículos, a mesma filosofia e os mesmos processos, a sair em busca da construção de uma sociedade mais ética e mais livre e libertadora”.

É visto que para um bom desempenho é preciso traçar estratégias na qual possa dar subsidio ao que as instituições esperam de cada gestor. Construir projetos coletivamente, desenvolver projetos de formação continua, ter um ambiente de promoção do ser e conviver, do conhecer e fazer.

Se na instituição escolar não forem repensadas muitas questões estruturais seu desempenho será fracassado [...] isso quer dizer que as escolas ainda são muito disciplinares, pois para construir conhecimentos é preciso tempo e espaço Hengemühle (2004 p. 87).

De acordo com Estevão (1999), a importação de um modelo de gestão estratégica vai implicar, como se depreende, que as escolas não fiquem à mercê das mudanças das políticas educativas nacionais, numa atitude de mera reação às contingências da sua implementação; pelo contrário, ela tem que exigir e insistir, alcançando uma margem ampla de autonomia para atuar proativamente, desafiando os processos tradicionais de gestão em favor de um modelo normativo mais interveniente e desafiador do statu quo; vai implicar ainda que as próprias políticas estimulem este processo oferecendo quadros legais amplos e apoios efetivos e desafiadores à construção de identidades organizacionais diferenciadas.

A proposta de descentralização pedagógica na reforma educacional do CEA pressupõe um rompimento com a estrutura administrativa anterior, têm a preocupação de usar a formas convenientes com a realidade social no que esta inserida as práticas por ele adotadas.

O processo de descentralização que podemos também chamar de empowerment proporciona maior racionalidade na gestão e na utilização dos recursos, visto que este será gerenciado diretamente pela instituição, que melhor do que ninguém conhece sua realidade e, portanto saberá a melhor forma de utilizar.

A descentralização pedagógica tem como objetivo principal trazer para o espaço da escola à reflexão sobre o ensino e a busca de alternativas para superar o fracasso escolar [...] (COSTA et. al. 1997 p. 46).
Conforme a visão de Carvalán (1999 p.153) o processo de descentralização:


[...] o que era uma administração e gestão centralizada transformou-se intensivamente em uma gestão descentralizada e vemos que todas as políticas educativas estão voltadas para maior autonomia das escolas, isto é, descentralizar a gestão financeira, gestão curricular, a gestão pedagógica propriamente dita, gestão de recursos humanos disponíveis etc. [...] além de exigir mais da educação e vinculá-la a setores sociais e econômicos, se ainda exige e que seja mais eficiente no aperfeiçoamento do processo educativa.

Como todo o projeto pedagógico, também o perfil do aluno que a escola se propõe, há de ser fruto de construção e responsabilidade de todos. Sua definição pode ser desenvolvida a partir da equipe diretiva, a qual propõe, para a comunidade escolar interna (alunos, funcionários e professores) e externa (família, associações de bairro...), um referencial para o perfil que se pretende adotar. Conforme Hengemühle (2004 p. 43).

As mudanças são visíveis no que dizem respeito às práticas educacionais, as escolas mais globalizadas dão aos professores liberdade para levar os alunos a construírem conhecimentos e mostrarem suas diferenças, alunos envolvidos com a escola passam a futuros promissores, pais preocupados com a escola são futuros colaboradores para a educação em uma sociedade envolvida, isto é um país desenvolvido em educação.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Vivendo e Aprendendo

A vida nos dá sempre condições de novas aprendizagens, basta que saibamos aproveitar as oportunidades por ela oferecidas. Tenho uma frase, dita pela minha mãe, que levo como um lema: "Saber não ocupa espaço", então, procuro sempre aprender, desde pequenas coisas do dia-a-dia até a cursar uma pós-graduação na modalidade EaD, com tecnologia avançada, que já me ensinou muita coisa, inclusive a fazer esse blog. Estou adorando e aprendendo muito.